Tentando recompor o quebra-cabeças de sua memória, agora repleta de lapsos, ele ainda precisa enfrentar uma realidade que não parece muito promissora. Com seu pai se recusando a falar com ele, sua esposa negando-se a aceitar revê-lo e seus amigos evitando comentar o que aconteceu antes de sua internação, Pat, agora um viciado em exercícios físicos, está determinado a reorganizar as coisas e reconquistar sua mulher, porque acredita em finais felizes e no lado bom da vida. Uma história comovente e encantadora, de um homem que não desiste da felicidade, do amor e de ter esperança.
Autor: Matthew Quick
Categoria: Literatura Estrangeira/ Romance
Ano: 2012
Editora: Intrínseca
O que eu tenho a dizer sobre o livro: Pat nos comove todo o tempo com a sua visão do mundo e com sua vontade imensa de "ser gentil em vez de ter razão". Sua simplicidade e seu jeito de criança, acaba nos fazendo acreditar realmente no lado bom da vida. O que mais me deixou nervosa com o livro foi o fato de eu já ter chegado em mais da metade e a bendita da Nikki ainda não ter aparecido, e o tal do "tempo separados", que Pat tanto fala, parecer que nunca vai terminar. Admito que quando Tiffany entrou na história, não conseguia gostar da personagem. Ela tem poucas falas durante o livro, o que acaba fazendo com que não nos apeguemos tanto à ela. Mas quando as coisas vão se revelando, eu começo a achá-la o par perfeito para Pat.
A relação de Pat com o seu pai também me deixou muito comovida durante todo o livro, e me senti triste pelo que a mãe dele passou, e pelo que Pat teve que aguentar também. E no fim, odiei tanto a Nikki que acho que ela merecia um final mais trágico. Mas como o próprio livro mostra: as coisas as vezes não são justas.
De modo geral o livro é ótimo! Também nos ajuda a entender o que pessoas com problemas psicológicos passam, o que não é nada fácil.
Só uma perguntinha pra quem leu o livro: na parte que eles se preparam pro "concurso de dança" vocês também botaram a música do Rocky de fundo pra ler, assim como o livro sugere, ou eu fui a única maluca?! haha
Filme: A coisa mais legal desse filme são os atores! Eu achei perfeita a escolha, e por saber da existência do filme antes de ler o livro, imaginei ele todinho com o Bradley Cooper e a Jennifer Lawrence. Mas pelo que vi no trailer, o filme parece mudar bastante coisas em relação ao enredo do livro. O primeiro de tudo: A Tiffany fala pra cacete! Segundo: Pat já sabe o que aconteceu que fez com que Nikki quisesse o "tempo separados", e também ficou só alguns meses no "lugar ruim". Isso pra mim já estraga toda a magia do livro. Apesar de parecer um filme bom (foi indicado pro Oscar aliás), não dá aquele suspense sobre "o que teria acontecido de tão grave pra ele ter ficado desse jeito". De qualquer forma sempre acabam mudando muita coisa quando adaptam os livros pro cinema.
Eu vou assistir esse filme hoje com o meu namorado, e depois edito essa parte aqui e falo mais sobre as diferenças do livro pro filme.
Mas pelo trailer já dá pra notar algumas mudanças na história. Vejam vocês mesmos:
Curiosidades:
Sobre o livro:
- Matthew Quick lutou contra uma forte depressão enquanto escrevia esse livro.
- A música na qual Pat não aguentava ouvir, inicialmente seria “My Cherie Amour” do Stevie Wonder, mas devido aos direitos autorais sobre a letra da música, mudaram para "Songbird" do Kenny G.
Sobre o filme:
| Ahhh lindos *-* |
- O diretor David O. Russell foi atraído para a história por ela se tratar de relações familiares e porque seu filho é bipolar.
- Mark Wahlberg, que trabalhou com Russell em "O Vencedor", foi cotado para o papel de Pat, que, no fim, acabou ficando com Bradley Cooper.
- Antes de Jennifer Lawrence ser escolhida para interpretar Tiffany, as atrizes Blake Lively, Elizabeth Banks, Olivia Wilde e Rachel McAdams também foram sondadas para o papel.
- Para se saírem bem nas cenas de dança, Bradley Cooper e Jennifer Lawrence passaram semanas ensaiando com uma coreógrafa.
Melhores frases:
"Estou praticando ser gentil em vez de ter razão.
"E então estou chorando de novo. Começo a soluçar e enterro meu rosto no travesseiro para que meus pais não ouçam."
"A vida não é um filme de censura livre para fazer com que a pessoa se sinta bem. Muitas vezes a vida real acaba mal. E a literatura tenta documentar essa realidade, mostrando-nos que ainda é possível suportá-la com nobreza."
"Estou achando que esta é a parte do meu filme em que parece que nada vai dar certo."
"Digo a ele que gostei da sala e conversamos sobre meu gosto por nuvens e sobre como a maioria das pessoas perdeu a habilidade de ver o lado bom das cisas, embora a luz por trás das nuvens seja uma prova quase diária de que ele existe."
E vocês, leram o livro? Viram o filme? Conta aí nos comentários o que vocês acharam!
Beijos, beijos!






